domingo, 22 de agosto de 2010

Domingo é dia de....

          

          Porra nenhuma... Que diazinho chato esse, hein?! Só de lembrar que amanhã eu dou plantão, já fico cansada. Para não passar o dia todo só coçando o ego, fui na casa de um amigo mona para conversar (entende-se por conversar = beber) e ele já estava recebendo outra amiga. Quer uma dica?? Nunca, eu disse NUNCA, jamais beba com um viado e uma sapatão caminhoneira. Tudo bem que nós estávamos bebendo na casa dele e tudo, mas eu fui inventar de abrir a minha maldita boca dizendo que queria tequila (e não era a Tila). 
Fomos ao supermercado, a demônio da sapatão que estava com a gente inventou de paquerar a menina do caixa (que, por sinal, estuda comigo) enquanto eu estava na sessão de bebidas.  Quando eu menos espero, vejo a movimentação de seguranças correndo em direção à saída e eu continuo procurando a bebida (nunca fui muito curiosa). Na hora que vou pro caixa, vi a maldita fanchona e meu amigo atracados com um segurança lá, a pobre da caixa chorando, todo e todo mundo olhando. A infeliz da Roberta Miranda que tava com meu amigo ficou querendo agarrar a menina, pedindo um beijo, dizendo que ela ia gostar e blá blá blá... Ao me deparar com essa situação, dei a volta e fiz a linha Cátia Cega (fingi que nem tinha visto). Mas isso não foi o bastante. O pior ainda estava por vir. O barraco já armado, meu amigo começou a gritar meu nome, dizendo que eu ia abrir um processo contra a empresa, que eu conhecia fulano e cicrano e o cacete a sete e apontou para mim enquanto vinha em minha direção... Naquela hora eu queria morrer, ter um ataque epilético, bater com a cabeça e sofrer de amnésia pelo resto da vida. Eu queria que o teto do supermercado desabasse e morrêssemos todos juntos, para que não houvesse um cristão para contar história. Senti um arrepio que percorreu desde o meu sfincter ao meu cabelo dos cílios. 
A desgraça estava feita, eu não podia negar. Depois que o espetáculo tava armado, a menina querendo chamar a polícia, eu sou posta (obrigatoriamente) na conversa. Fiquei me imaginando na delegacia ou aparecendo  naqueles programas tipo Ratinho, fazendo barraco enquanto a platéia me pergunta se eu não tenho vergonha de ter uma gangue de sapatão que estupra as pessoas em público e minha mãe inforcada dentro do quarto...
Fui falar com a menina do caixa e ela perguntou de onde eu conhecia "esse povinho". Na hora só me veio uma coisa na cabeça: Da boatxi, queritã!! Mas eu não podia dizer isso, então pensei na resposta que me livraria daquela situação e disse: DA IGREJA!!. Sim, essa foi a resposta mais imbecil que eu já dei em toda a minha vida. Eu pedi que não chamasse a polícia, que eu ia ligar pra alguém deixá-los em casa, que eu conhecia a família dos dois e que ambos seriam severamente punidos em casa depois desse escândalo.
Resumindo: voltei pra casa sem tequila, com as calças quase borradas e sem dignidade. Nunca mais piso naquele supermercado ou naquele bairro e já estou cogitando a possibilidade de ir morar fora do país.

3 comentários:

  1. Eu rashei de rir. Cara, voce não tem sorte hein...
    Uma simples idazinha ao supermercado gera tudo isso!

    Beijos.

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  2. Não tem nem noção. Isso porque ainda nem contei a história da boate ainda.

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  3. rindo litros! hahahaha rola identificações néan?!

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